CADEIRA DE PINUS
Vivemos todos por um triz
Parte do mal eu sei que fiz
E fingindo ser profeta
Digo que brincamos com a sorte
Ao condenarmos à morte
O nosso sofrido Planeta.
Ele tem dado muitos avisos
E nós não temos dado ouvidos
Aos seus intensos clamores
São águas inundando a natureza
Terremotos e furações dando a certeza
De que ainda aumentarão nossas dores.
Sentados numa cadeira
Esquecemos que de madeira
Ela foi confeccionada
E quando meditamos sobre nosso destino
Não lembramos da árvore pinus
Que pela cadeira foi derrubada.
Talvez o Planeta se recomponha
Como o homem de bem sonha
Restaurando a plenitude de tudo
Mas tomara que para isso acontecer
O homem não precise ser
Transformado em adubo.
Eduardo
de Paula Barreto
16/04/2010