CADEIRA DE BALANÇO

 

 

Palhas da cadeira de balanço,

Sensíveis testemunhas oculares.

Do sonho da moça, profundo e manso,

Passeio pelos campos, montanhas e mares.

 

No pleno vigor da juventude,

Utópico tapete voador,

Inconseqüência total nas atitudes,

Tudo feito em nome do amor.

 

Verdes campos, pássaros cantantes,

Clima agradável, Sol acolhedor,

Palavras suaves, carícias apaixonantes,

No frio da noite, do corpo faz-se cobertor.

 

O amanhecer traz frutas doces,

Novos motivos para amar,

Mas o terno cenário que o sonho trouxe

Infelizmente desfaz-se ao acordar.

 

Eduardo de Paula Barreto