BROTO DE GENTE
Delgado ombro apoiado na roseira,
Pensa menina sonhadora,
Pétalas soltas, linda sujeira,
Brotos surgindo, rosa vindoura.
Suspiro que enche o peito,
Lembrança como fixação.
Com a ponta do pé direito
Desenha um riozinho no chão.
O Sol passeia no céu,
Lá de cima testemunha tudo,
Solta seus raios que caem como véu
Que desce formando divino escudo.
O corpo agora diferente,
Com os olhos cheios de brilho,
É rico, pois traz em seu ventre
Um broto em forma de filho.