BROTO DE GENTE

 

 

Delgado ombro apoiado na roseira,

Pensa menina sonhadora,

Pétalas soltas, linda sujeira,

Brotos surgindo, rosa vindoura.

 

Suspiro que enche o peito,

Lembrança como fixação.

Com a ponta do pé direito

Desenha um riozinho no chão.

 

O Sol passeia no céu,

Lá de cima testemunha tudo,

Solta seus raios que caem como véu

Que desce formando divino escudo.

 

O corpo agora diferente,

Com os olhos cheios de brilho,

É rico, pois traz em seu ventre

Um broto em forma de filho.

 

Eduardo de Paula Barreto