BROTANDO

 

 

Livros espalhados sobre a mesa,

Idéias igualmente desordenadas

E as mãos aliadas à certeza

De que poesias esperam para ser criadas.

 

Joga-se então os dedos sobre o teclado

Com a esperança de que surja a inspiração,

E o poeta talvez um pouco contrariado

Reconhece não poder prever o fim de sua criação.

 

Assim pelo acaso é levado

Se deixando influenciar pela fantasia,

Surge então um texto do nada criado

Que começa a adquirir o aspecto de poesia.

 

Acabada a obra o poeta experimenta a emoção,

Lê com ansiedade o texto rico em rimas,

Tem a sensação de que foram outras mãos

Que transformaram palavras em obra-prima.

 

Eduardo de Paula Barreto