BRINQUE  
 
Brinque, sorria quando lhe couber a opção
Há momentos nos quais só nos resta chorar
Deixe de lado a preocupação
De ser ridicularizado pela multidão
Pois suas lágrimas ela não enxugará.
 
Brinque, finja que ainda é criança
Corra nas ruas nos dias de chuva
Nas enxurradas faça lambança
Coma doce até encher a pança
E ficar com a sua visão turva.
 
Brinque, não se ache velho demais
Porque nossa vida é um ringue
Cujas cordas nos empurram para trás
Até não respirarmos mais
Então somente por isso brinque.
 
Eduardo de Paula Barreto
05/02/2010