BRADO

 

Barco sem rumo,

Árvore sem raiz,

Um mundo fora do prumo,

Não fui eu que fiz.

 

Seca no sertão,

Enchente matando gente,

Ar pesado de poluição,

Não consigo ser contente.

 

Soldado de arma na mão

Gritando um brado de glória

Com sangue espalhado no chão,

Não aceito a morte como vitória.

 

Eduardo de Paula Barreto