BRAÇOS ESTICADOS
As gotas d’água, sagrado fluído
Com o qual enxáguas os lindos cabelos teus.
Não vejo mais nada, me sinto diluído,
Entre os perfeitos dedos que o Universo te deu.
Tenho ciúme do espelho,
Invejo as tuas almofadas
As quais protegem os teus joelhos
Nos momentos de preces elevadas.
Te deixo frustrado,
Dizer adeus corta o meu coração.
Quem me dera estar ao teu lado
Acompanhando tua evolução.
Mas se não houver a dor da despedida
Não desfrutaremos do prazer do reencontro,
Portanto sorrirei em cada nova partida,
Manterei meus braços te esperando, esticados, sempre prontos.
Eduardo de Paula Barreto