BORRACHA
Quando o espírito deixa o
céu
Deus carinhosamente o abraça
E antes de ele cruzar o véu
Lhe entrega lápis e papel
Mas não lhe dá nenhuma
borracha.
Ao nascer como criança
Esquece as experiências
pré-mortais
E a ausência de lembranças
O obriga a cultivar esperanças
E a lutar pelos seus ideais.
Desde que começa a pensar
Sendo responsável pelo seu
destino
Suas mãos passam a anotar
Experiências que vão se
eternizar
Na biblioteca do Divino.
Tais anotações serão
Um instrumento sem igual
Que ao passar de cada
estação
Será utilizado na avaliação
Do seu crescimento
espiritual.
Eduardo e Paula Barreto
31/10/2008