BOLHAS DE SABÃO
Passei a noite acordado,
Os olhos se recusaram a fechar,
Lembrei-me de tudo o que pôde ser lembrado,
Nos devaneios tentei lhe resgatar.
Mas você se perdeu nas lembranças,
Se foi para não mais voltar,
Me restou apenas alimentar a esperança
E colocar imagens em seu lugar.
Então tentei tocar tais imagens
Que como lindas bolhas de sabão
Se desfaziam tal qual miragem
Quando tentava tocá-las com as mãos.
Levantei-me e fui caminhar
E questionei o Universo: Por que tanta maldade?
Por que me permitiu amar
Se era para me fazer morrer de saudade?
Eduardo de Paula Barreto