BOAS INTENÇÕES

 

Se um dia formos julgados

Não o seremos pelas coisas que fizemos

Seremos considerados

Inocentes ou culpados

Pelas intenções que tivemos.

 

Muito embora se diga

Aos quatro ventos sem receio

Que é o que fazemos nesta vida

Que determina o nosso caminho depois da partida

Pois de boas intenções o inferno está cheio.

 

Muitas vezes cometemos deslizes

Por termos toda a certeza

Que tal ato nos tornará felizes

Sem criarmos cicatrizes

Naquele que se senta conosco à mesa.

 

Esta mesa que nos abriga

E sobre a qual compartilhamos o pão

É esta experiência de vida tão rica

Na qual só se dignifica

Aquele que age com boa intenção.

 

Até fazer o bem pode ser um pecado

Dependendo de como o praticamos

Oferecer o amor esperando ser amado

Ou dar auxílio esperando ser recompensado

Agindo assim da essência do amor nos distanciamos.

 

Há duas formas de julgamento apenas

Portanto ninguém peca impunemente

Ao fazermos escolhas nos sujeitamos às mundanas penas

Mas enquanto o homem julga se baseando nas cenas

Deus julga se baseando na mente.

 

Eduardo de Paula Barreto