BICICLETA ALADA
Por mais solto que eu me sinta,
Me sufocam os prédios gigantes.
A constante multidão me limita
O seu atropelo é estonteante.
Sonho em ser alado,
Poder voar por sobre as nuvens,
Mas como para viver preciso estar acordado,
Penso em alternativas e logo elas surgem.
Tomo minha bicicleta
Que mesmo sem asas me permite voar.
Não pretendo ser um atleta,
Apenas quero a liberdade poder explorar.
Pedalo sentindo o vento no rosto,
Disparo ostentando nos lábios um sorriso.
A liberdade me invade, posso até sentir o seu gosto,
Me sinto como se estivesse em meu próprio paraíso.