BICICLETA ALADA

 

 

Por mais solto que eu me sinta,

Me sufocam os prédios gigantes.

A constante multidão me limita

O seu atropelo é estonteante.

 

Sonho em ser alado,

Poder voar por sobre as nuvens,

Mas como para viver preciso estar acordado,

Penso em alternativas e logo elas surgem.

 

Tomo minha bicicleta

Que mesmo sem asas me permite voar.

Não pretendo ser um atleta,

Apenas quero a liberdade poder explorar.

 

Pedalo sentindo o vento no rosto,

Disparo ostentando nos lábios um sorriso.

A liberdade me invade, posso até sentir o seu gosto,

Me sinto como se estivesse em meu próprio paraíso.

 

Eduardo de Paula Barreto