BERÇO
Não leve a vida tão a sério
Porque todos os caminhos
Nos conduzem aos cemitérios
Por isso amigo, sorria sozinho
Ao deparar-se com mistérios.
Não regue a planta da mágoa
Senão ela seguirá crescendo
Em vez disso jogue fora a água
Assim a mágoa acabará morrendo
Pois sem água tudo se desidrata.
Não fique parado sonhando
Com os futuros acontecimentos
Pois assim você estará desperdiçando
O presente que tem por fundamento
A ninguém ficar esperando.
Também não se apegue às lembranças
Porque o que passou jamais voltará
Viva cada fase com temperança
Esqueça o berço que não mais o embalará
Bem como a cadeira que o velho balança.
Eduardo de Paula Barreto
09/02/2012