BEIJO ROUBADO

 

Os nossos olhos paralisam,

Não vejo nem o seu piscar,

Meus dedos em seu rosto deslizam

E eu vou me aproximando devagar.

 

Com os meus lábios toco os seus

Que se abrem para me receber,

Tal beijo me leva ao apogeu

E extasiado sinto-me tremer.

 

Envolto em seus braços nesse tremor

Que nos torna mais unidos,

Nesse momento é o puro amor

O sentimento por nós vivido.

 

  A carne pede pelo prazer

Que nos damos como o prêmio esperado,

Esse amor que dá sentido ao nosso viver

Surgiu depois de um beijo roubado.

 

Eduardo de Paula Barreto