BATATINHA

 

 

No início era a batatinha

Que se espalhava pelo chão.

Ouvi ainda que uma menininha

Punha a mão no coração.

 

A singeleza da poesia,

Certamente escrita por inspirada mão,

Passou a ecoar em cada novo dia

Tornando-se a mais doce forma de expressão.

 

Saborosa aos ouvidos,

Amiga aguardada ansiosamente,

Criadora de amigos,

Provocadora de emoção ardente.

 

Assim me deixo levar pelas rimas

Das estrofes que me transportam.

Minha vida então ganha uma lamparina

Cujos feixes de luz me guiam e confortam.

 

Eduardo de Paula Barreto