BARQUINHO DE PAPEL
Não serei um poço de presunção
Julgando-me totalmente auto-suficiente
Pensando ter todo o controle sobre minhas mãos,
Igualmente senhor de minha mente.
Sou um pequeno parceiro da natureza
À qual humildemente me alio,
Sou um barquinho de papel sobre a correnteza
Enquanto ela é o leito do rio.
No fluir da mais pura emoção,
Claro exercício deste tratado,
O Universo manifesta-se através da intuição
E minhas mãos prontamente atendem ao seu chamado.
São versos tolos, clássicos ou até de humor
Que não almejam ser obra-prima,
Pretendem apenas difundir a tolerância e o amor,
Mas nunca abrindo mão das saborosas rimas.