BARQUINHO DE PAPEL

 

 

Não serei um poço de presunção

Julgando-me totalmente auto-suficiente

Pensando ter todo o controle sobre minhas mãos,

Igualmente senhor de minha mente.

 

Sou um pequeno parceiro da natureza

À qual humildemente me alio,

Sou um barquinho de papel sobre a correnteza

Enquanto ela é o leito do rio.

 

No fluir da mais pura emoção,

Claro exercício deste tratado,

O Universo manifesta-se através da intuição

E minhas mãos prontamente atendem ao seu chamado.

 

São versos tolos, clássicos ou até de humor

Que não almejam ser obra-prima,

Pretendem apenas difundir a tolerância e o amor,

Mas nunca abrindo mão das saborosas rimas.

 

Eduardo de Paula Barreto