BANDIDO

 

Mãos ao alto,

Não se mexa,

Isso é um assalto

E qualquer movimento em falso

Eu arrebento a sua cabeça.

 

Me dê logo essa carteira

E também o celular,

Nem pense na besteira

De tentar me dar rasteira

Senão eu posso atirar.

 

Agora saia andando

Sem olhar para trás

E eu já vou lhe avisando,

Se eu ouvir uma sirene tocando,

Você vai ganhar a placa ‘Aqui jaz’.

 

Então a vítima vai embora

E fica pensando consigo:

— Já que sou assaltado a toda hora

E os meus gritos a justiça ignora,

Acho melhor então virar bandido.

 

Eduardo de Paula Barreto