BALDES DE CAFÉ
Menina, menina pequena
Trate de afastar seu lindo rosto risonho
Que me faz sofrer de dar pena
Quando insiste em visitar os meus sonhos.
Basta eu fechar os olhos e pronto,
Lá vem ela novamente me provocar,
Se insinua me deixando tonto
E me deixa triste ao acordar.
Agora procuro em você só defeitos
Para ver se consigo me libertar,
Pois se conseguir lhe tirar do meu peito
Nos sonhos também a impedirei de entrar.
Mas como essa é uma tarefa difícil
E para que eu não desista até conseguir
Tomarei baldes de café, não por vício,
Mas simplesmente para nunca mais dormir.
Eduardo de Paula Barreto