BALANÇO

 

Sentado na beira do morro

Olhando o gado pastar,

Me desfaço em água e escorro

E assim faço a planta brotar.

 

Cada folha de capim

Que se perde no campo

É um pedaço de mim

E como árvore também me levanto.

 

Então sou sombra que protege,

Sou encosto para o cansado,

Sou alimento para o que segue

E ostento um balanço amarrado.

 

E a vida faz festa

Através do gesto de uma criança

A qual em sorriso se manifesta

Enquanto em meus galhos balança.

 

Eduardo de Paula Barreto