BAILE DE MÁSCARAS  

 
Há lágrimas de dor
E as de contentamento
Há também o sorriso enganador
Que esconde no sofredor
O seu contido sofrimento.
 
A vida às vezes se parece
Com um baile de máscaras
No qual se come, se bebe
Mas cada rosto que aparece
É escudo de alegrias e lástimas.
 
Muitas vezes nos enganamos
Mantendo o nosso olhar fixo
Enquanto não nos preocupamos
Com a real face que guardamos
Mas como somos vistos.
 
Mas a face verdadeira
É como a discreta hera
Que de pequenina trepadeira
Cresce cobrindo a cerca inteira
E assim a todos se revela.
 
Eduardo de Paula Barreto
30/04/2009