BABEL
Ele mandava assentar os tijolos
Tijolos que eram sonhos
E ao longe dirigia os seus olhos
Enquanto ostentava um rosto risonho.
Conforme a torre crescia
Ele dos outros se distanciava
A soberba o consumia
A cada novo tijolo que assentava.
Suas mãos não exibiam calos
Os calos eram dos outros homens
Os quais trabalhavam sem intervalos
Sob as mais duras ordens.
Ao chegar ao esperado topo
Quase pôde tocar o céu
Mas ao tentar comunicar-se com o povo
Reconheceu ter erguido uma torre de Babel.