AVIÕEZINHOS 
 
Aquele que lê poesias
Como se lesse jornal
Perde a chance da travessia
Do mundo real para a fantasia
E deixa de alçar um vôo sideral.
 
A parte mais importante
Da poesia regada a emoção
Está num lugar mais distante
Que alcançamos no instante
Em que viajamos na imaginação.
 
Sair da realidade é remédio
Que provê mais disposição
Pois por seu intermédio
Nos afastamos do tédio
E alegramos o coração.
 
Portanto leia os versos
E brinque com o papel
Fazendo aviõezinhos diversos
E saia voando disperso
Brincando nas nuvens do céu.
 
Eduardo de Paula Barreto
23/11/2010