AUTOBUSCA
Vejo
um homem envelhecido
Caminhando
a esmo
Seu
olhar entristecido
Me
deixa convencido
De
que ele busca a si mesmo.
Suas
mãos estão marcadas
Com
os sinais do tempo
E
as lições apagadas
Aguardam
ser despertadas
Por
lampejos de pensamento.
Ao
fecharem-se as cortinas
E
ver o seu corpo no féretro
O
homem se reanima
Ao
perceber que sua mente divina
É
superior ao limitado cérebro.
Eduardo
de Paula Barreto
21/01/2009