
Dedico este poema a minha doce e querida irmã Nilcea.
AURA
Toque de mãos, troca de energia,
Palavras sem sons, pura magia.
Leveza na mente, paz no coração,
Adeus ao presente, visão na imensidão.
Grandeza de alma,
Sentimento altruísta,
Expulsando o mal,
Eliminando o egoísta.
Viagem transcendental
Sem se sair do lugar,
Momento fenomenal
De onde não se quer mais voltar.
A matéria se torna pequena,
A mente descobre os segredos
Das raízes de cada problema,
Dos traumas e de todos os medos.
Nos vemos como auras translúcidas,
Sem máculas, com toda pureza.
Olhando ao redor descobrimos
Não há plebe e nem há realeza.
O corpo etéreo nos mostra
Que como mortais somos muito pequenos,
Que certas coisas que a carne gosta
Na alma se tornam veneno.
E voltar para a experiência carnal
Assim como sair do ventre materno
Habitando este invólucro mortal
É condição para sermos eternos.
Eduardo de Paula Barreto