ATRÁS DO QUE VEMOS 
 
Os animais mais pequenos
Escondem o veneno
De maior letalidade
As flores perfumadas
Às vezes são ofertadas
Para encobrir infidelidades.
 
O ódio exagerado
Por um namorado
Pode ser um sinal
De que quem o odeia
Traz dentro das veias
Um amor sem igual.
 
O amor patológico
Que se mostra ilógico
Pode ser um sintoma
De que o amante
Ama o seu semelhante
Mas a si mesmo não ama.
 
O sorriso constante
Estampado no semblante
Nem sempre é certeza
De que quem sorri é feliz
Pois como o sábio diz:
Alguns sorriem de tristeza.
 
Eduardo de Paula Barreto
07/12/2010