A TOLA
Reflexo no espelho,
Distribuição de luz,
Sol pintado de vermelho,
Religiosidade expressa na cruz.
Sai no fim de tarde,
Caminha esperando que o mundo a veja
E com passos de santidade
Com humildade se dirige à igreja.
Atravessa a grande porta,
Se ajoelha em submissão,
Fica em silêncio como morta,
Em pensamento faz uma oração:
– Senhor Deus que anda ao meu lado,
Que sabe até o que eu penso,
Perdoe cada um dos meus pecados
E purifique os meus sentimentos.
Não desejo ser castigada,
Preciso de sua compaixão,
Sei que tenho sido abnegada,
Pratico o bem temendo sua punição.
E Deus que lhe deu a vida
E que nunca a deixou desamparada
Diz: – Não seja boa por temer ser punida,
Ame simplesmente como por Mim é amada.
– Não espero recompensas dos Meus filhos,
Apenas quero vê-los evoluir
Encontrando em seus olhos o eterno brilho
Que não lhes permitirá ter medo do porvir.
Portanto que seja assim o seu viver,
Estenda a mão sendo um sincero amigo,
Saiba que rancor é algo que não vou ter
E que é você que produz o seu próprio castigo.
Eduardo de Paula Barreto