ATLÂNTICO

 

Não quero ver a flor chorar

E afogar-se em seu perfume,

Então com ela não poderei lhe presentear,

A flor morreria de ciúme.

 

Não quero ver o Sol se apagar

Ou tirar o encantamento da Lua,

Por isso irei lhe preservar

Não a levando para passear na rua.

 

Não quero tirar o brilho das estrelas

Que se orgulham da sua cor amarela,

Infelizmente elas não poderão vê-la,

Pois jamais a levarei à janela.

 

E para que os invejosos apaixonados

Não incomodem esse tolo romântico

Quero que fiquem bem informados:

Eu vivo com ela numa deserta ilha do atlântico.

 

Eduardo de Paula Barreto