ARRITMIA CARDÍACA
Descompassado segue batendo
O coração e o sangue ardendo
Quase rompe minhas veias
Que vão se esticando
E eu permaneço chorando
De tanta saudade da Andréa.
Sem estímulo segue palpitando
O coração que quase parando
Me deixa largado na cama
Sem forças e remoendo
A dor que vai me corroendo
De tanta saudade da Ana.
Sem forças segue impreciso
O coração que sem aviso
De repente resolve parar
E eu já no outro lado
Me sinto conformado
Por ter morrido de tanto amar.
Eduardo
de Paula Barreto
05/01/2011