AREIA NO CHINELO
Um pandeiro e um cavaquinho
Numa mesa de algum bar
A areia no chinelo, ai que belo
É o fim de tarde nesse mar.
O dia inteiro passa num segundo
Acaba o papo, sobra a música
As meninas mais lindas do mundo
Fazem da praia uma passarela pública.
Pra que chorar, pra que sofrer
Se está lá o Sol pra aquecer?
E mesmo quando ele se retira
Se despede e manda a Lua acender.
Cada momento é de alegria, vou comemorar
Não importa se é noite ou dia, vou sambar.
O cavaco e o pandeiro sempre a testemunhar
Que sou feliz o dia inteiro e não abandono esse mar
E só vou me deitar à noite porque tenho certeza
De que na manhã seguinte o Sol e o mar vão botar minha mesa.
Mesmo assim durante o sono aproveito pra sonhar
Que estou cantando um samba na mesinha daquele bar
E assim eu garanto que nunca vou abandonar
Aquela cadeira do canto onde gosto de sentar.
O samba pra mim é como o sangue na veia
Não me importo em dormir com o chinelo cheio de areia.