AREIA MOVEDIÇA

 

Abri o meu coração para o feitiço do amor,

Me afundei na areia movediça,

Fui ao fundo e um anjo consolador

Me estendeu sua mão em sinal de justiça.

 

Aí então sentei-me ao lado da armadilha

E o anjo me questionou:

— Por que o seu olhar tanto brilha

Se quase se afogou?

 

Meu anjo amigo

Me deixei envolver

Até me sentir perdido

Sem saber o que fazer.

 

No poço do amor quase me perdi,

Meu sangue pareceu abandonar minhas veias,

Mas esse risco eu mesmo assumi

No momento em que decidi pular na areia.

 

Eduardo de Paula Barreto