AR DE DEUS

 

 

Assim segue o vento

Por caminhos não planejados

Sem a limitação do tempo

Ou nada que o mantenha parado.

 

Acaricia as árvores do campo,

Derruba cachos de uva,

Assusta e provoca espanto

Quando, de forte, desarma o guarda-chuva.

 

Por todo canto espalha as sementes,

Vida que surge como rebento,

Força que não se vê, mas se sente,

Capaz de produzir alimento.

 

Maestro das ondas do mar

Que tocam sob o seu comando,

Param quando ele manda parar,

Despertam alegria ou pranto.

 

Se Deus respira o ar então é bento

O qual se espalha como brisa ou furação,

O percebo toda a vez que sinto o vento,

Ar de Deus, proveniente de um sagrado pulmão.

 

Eduardo de Paula Barreto