ARCO-ÍRIS E FÉ
 02/05/2008

 
Escorre por entre os dedos
Caindo sobre os pés
Sucumbe diante do medo
Às vezes tarde, às vezes cedo
O homem perde a sua fé.
 
Sem fé não há sentido
Em continuar a luta
E grita alto o peregrino
Que caminha sem destino
Mas ninguém o escuta.
 
O Universo não tem o poder
De colocar fé no peito do homem
Mas cabe ao peregrino desenvolver
Métodos para conseguir vencer
A falta de fé que lhe consome.
 
Quando a tempestade se vai
Um arco-íris o céu colore
E assim como ele a fé se esvai
Mas outra tempestade a atrai
Pois fé e arco-íris nunca morrem.
 
Eduardo de Paula Barreto