APELO
DA TERRA
Minhas
geleiras estão se derretendo
Estou
sendo coberta pelas águas
Sou
fria onde havia calor todo o tempo
De
calor intenso estou sofrendo
Em
áreas outrora congeladas.
Fui
concebida para ser abrigo
Para
plantas, animais e seres humanos
Mas
os homens estão acabando comigo
Realizando
sonhos baseados no egoísmo
E
sem se preocuparem com os futuros anos.
Meus
vulcões explodem com indignação
Minhas
águas cobrem as cidades
Cada
tempestade, raio e furacão
Surge
para ser uma admoestação
De
que sucumbirei à desumanidade.
Me
protejam cuidem de mim
De
cada um de vocês eu preciso
Caso
contrário ao chegar o meu fim
Não
haverá anjo nem querubim
Que
nos impeça de cair no abismo.
Eduardo
de Paula Barreto
19/12/2009