AO PASSAR DOS ANOS
 04/03/2008

 
Que a boca que o seu nome chama
Também lhe fale palavras de amor
Que as mãos que lhe procuram na cama
Ao longo de toda a semana
A protejam como um escudo protetor.
 
Que o interesse permaneça
Apesar das mudanças do corpo
Que jamais se esqueça
Dos afagos na cabeça
E das palavras de conforto.
 
Que os desencontros sejam passageiros
E as brigas, infantis
Que sejam duas partes de um inteiro
Relógio e ponteiro
Água e chafariz.
 
Que o amor seja soberano
E reine sobre a própria vida
E que depois de muitos anos
Você ouça alguém sussurrando:
Eu te amo como nunca querida.
 
Eduardo de Paula Barreto