ANGINA
 
Não sou frio
Apenas alio
A razão à emoção
Sob baixas temperaturas
Por mais tempo perdura
Este meu coração.
 
Ele bate devagar
Sem precisar
De muita adrenalina
Assim se fortalece
Então permanece
Sem as dores de angina.
 
Se ele simplesmente pudesse
Se regenerar como acontece
Com o fígado da gente
Talvez eu fosse mais leviano
E dissesse sempre: Eu te amo
Mesmo o deixando doente.
 
Mas a realidade implacável
É que ele é muito frágil
E as decepções o fazem adoecer
Por isso canalizo os meus amores
Só para as pessoas cujos valores
Valham o risco de eu morrer.
 
Eduardo de Paula Barreto
22/01/2012