AMOR E TRAPOS
Desculpe o prejuízo que lhe dei,
Mas a culpa é toda sua.
Não lembro quantas roupas já rasguei
Na ânsia de tê-la completamente nua.
Perdoe as vezes que sem querer lhe arranhei
E deixei marcas no seu corpo.
Reconheço que em alguns momentos me descontrolei
E agi como se estivesse totalmente louco.
Entenda que não quis sufocá-la,
É que não me contento só com seus lábios.
Minha boca insiste em explorá-la,
Desvendar seus segredos num ritual diário.
Espero sempre ter que lhe pedir perdão
Reconhecendo ser o maior pecador.
Puna-me testando se tenho realmente condição
De me controlar diante do seu calor.
Sei que nesse teste sempre serei reprovado
E que você desejará que as coisas continuem assim
E mesmo transformando todas as suas roupas em trapos
A manterei para sempre perto de mim.
Eduardo de Paula Barreto