AMOR E ÓDIO

 

Seus distantes cabelos amarram minhas mãos,

A amo e a odeio ao mesmo tempo,

Me falta a respiração,

Perco o controle da razão,

Me sinto um mero instrumento.

 

Me percebo tão vulnerável,

Olho para a frente e não vejo um fim,

Me sinto miserável,

Tornei-me alma deplorável,

Outra alma manda em mim.

 

Não domino os meus pensamentos,

Não controlo os meus desejos,

Fecho os olhos e chega o tormento,

Uma figura que me corrói por dentro

Cujos lábios imploram o meu beijo.

 

Não entendo o que está acontecendo,

Sempre me julguei forte,

Mas minhas forças estão desaparecendo,

Aos poucos estou morrendo,

Então venha logo e me livre da morte.

 

Eduardo de Paula Barreto