AMOR E CARÊNCIA
 
Meu coração é de fibras
Que se regeneram
Ao serem destruídas
Pelas feridas
Que o degeneram.
 
Embora a ferida exista
E doa de sobremaneira
Sou paciente e otimista
Pois a dor rasga como fisga
Mas sei que é passageira.
 
O amor apenas dói
Por ser antídoto perfeito
Para a carência que o corrói
E assim o destrói
Rasgando as fibras do peito.
 
Amarei sem ser dependente
Do amor que eu idealize
E viverei uma relação ardente
Mas se tudo acabar de repente
No meu coração não surgirão cicatrizes.
 
Eduardo de Paula Barreto
03/07/2009