AMORAS
Quando me deitei ontem à noite
Fiquei olhando para o teto,
Relembrei o dia que foi-se
E tudo que ele me trouxe
E assim surgiu este soneto:
As horas que passam
Não passam em vão,
São amoras que pintam
As gulosas mãos.
Quando as amoras
Matam a fome,
Já se passaram horas
E então você dorme.
Dormindo fica faminto
E cultiva em pensamento
Amoras deliciosas.
Isto torna o viver lindo,
Pois o tempo é o alimento
E você uma alma gulosa.
Eduardo de Paula Barreto