AMIGO VERSO
O meu melhor amigo,
Aquele que mantenho submerso
Nas lágrimas do meu choro sofrido
Sempre que o meu peito está dolorido
É o meu companheiro chamado verso.
Com ele extravaso as minhas tristezas
E me autotranqüilizo,
Troco o que é feio pela beleza
E o que é obscuro pela clareza,
Assim ponho em meu rosto um sorriso.
Então descubro que são os meus dedos
Os parceiros na cura da minha desilusão,
Pois eles afastam o medo,
Desvendam muitos segredos,
Portanto também vejo através das mãos.
E se as minhas mãos podem ver
Quem sabe os meus olhos possam digitar
E assim tudo o que me acontecer
Terá surgido só para ser
Um novo verso para eu recitar.
Eduardo de Paula Barreto