AMARGURA

 

 

Como tentar impedi-la,

Talvez um escudo ao seu redor.

Não há mais palavras que se diga,

Minhas juras já sabe de cor.

 

Leva consigo minha alegria,

Exauridas minhas forças, sou fraco.

O que era um sólido vaso de fantasia

Tornou-se apenas um punhado de cacos.

 

Não consigo enxergar o amanhã,

Recuso-me a aceitar o agora.

Por ter a saudade a tristeza como irmã,

Chorarei por você ter ido embora.

 

Vai em busca de novas emoções,

Quer viver intensa aventura.

Eu fico só com minhas desilusões,

Deito e acordo em imensa amargura.

 

Eduardo de Paula Barreto