AMANTE OU REFÉM?

 

 

Às vezes me pego pensando

O quanto você me faz bem,

Em quanto reduz o meu pranto,

Se sou seu amante ou refém.

 

Se quando se preocupa comigo

Me abraçando me conforta

Ou se o seu abraço amigo

Na realidade me sufoca.

 

Se quando grita de ciúme

Está mostrando que sabe amar

Ou se trata-se apenas de queixume

Com o objetivo de me escravizar.

 

Acredito que o amor verdadeiro

Precise se alimentar de confiança

Ou será como a liberdade do prisioneiro

Que surge no sonho, mas de dia se desmancha.

 

Eduardo de Paula Barreto