ALMAS

 

Não me basta o amor

Da forma como é propagado,

Amo de um jeito estranho e avassalador

E estranhamente quero ser amado.

 

Não me basta o prazer da carne,

Pois é um alimento que não me satisfaz

E mesmo sendo brasa que arde,

Quando apaga se mostra apenas calor fugaz.

 

O amor precisa brotar da alma

Tornando dois corpos em um só,

Misturando duas apaixonadas auras

No mais lindo dentre todos os nós.

 

  O amor então será plenitude

Que fará se trocar beijos intensos,

Até quando não se gozar mais da juventude

A senhora deixará cair o lenço.

 

E o verdadeiro amante

Fingirá que foi sem querer

E dirá: — Te amei desde o primeiro instante,

Novamente quero te conhecer.

 

E quando o futuro chegar

Se observará de forma contundente

Que o amor é o método de se preservar

Unindo almas eternamente.

 

Eduardo de Paula Barreto