ALIMENTO DE POETA

 

Nutra-me com tristeza

Afaste-me das festas

De angústia me enriqueça

Somente assim serei poeta.

 

Me submeta à desilusão

Me faça crente sem profeta

Parta este meu coração

Somente assim serei poeta.

 

Coloque fel em minha boca

Apague as minhas metas

Queime a minha pele toda

Somente assim serei poeta.

 

Me tire a poesia

O que mais me resta?

Eu troco toda a alegria

Pela dor de ser poeta.

 

Eduardo de Paula Barreto