ALGOZ DO AMOR
Será que a rotina
É a grande vilã
Que aos poucos contamina
Uma relação sã?
Será que o abraço constante
Que o casal troca
Com o tempo se torna irritante,
Incomoda, perturba e sufoca?
Será que o beijo apaixonado
Que provoca enorme calor
Com o tempo fica desgastado
E perde o seu doce sabor?
Será que a total intimidade
Que se compartilha no dia-a-dia
Com o tempo revela a verdade
Que o cego de amor não percebia?
Será que é possível manter-se acesa
A chama do amor total
Ou será que se deve amar com a certeza
De que ele também é mortal?
Não quero mais conjeturar
E nem ficar filosofando
E enquanto eu puder respirar
Vou vivendo e vou amando.
Eduardo de Paula Barreto