ALAMEDA

 

Morram de inveja de mim,

Sem medo e sem qualquer pudor

Parecerei ser ruim,

Mas saibam todos que conheço o amor.

 

Ele me invadiu quando eu era jovem,

Mas em saudade se transformou,

Agora voltou quando sou maduro homem

E no meu peito se instalou.

 

Nem o tempo ou a distância

Conseguiram destruir

Este amor que permaneceu na lembrança

Esperando a nova chance de fluir.

 

  Mesmo achando que tal sentimento

Algum dia sucumbiria à morte

Agora que novamente o experimento

Sinto que nunca foi tão forte.

 

Sigo com passos largos e cabeça erguida,

Na alameda dos sentimentos caminho ao sabor do vento,

Há um novo sentido em minha vida,

O amor forma cada centímetro que piso no meu pavimento.

 

Eduardo de Paula Barreto