AI QUEM ME DERA

 
Ai quem me dera
Ser rei numa terra
Onde a maior súdita
Fosse a minha rainha
 Cujas costas e as minhas
Se cobrissem com a mesma túnica.
 
Ai quem me dera
Ser um escravo na terra
Onde a minha senhora
Me prendesse no pelourinho
E com chibatadas de carinho
Me amasse a toda hora.
 
Ai quem me dera
Ser bandido numa terra
Onde a maior punição
Fosse viver com a mulher que amo
Durante todos os meus anos
No calor de romântica prisão.
 
Ai quem me dera
Ser deus numa terra
Não submissa à mortalidade
Tendo a minha amada como deusa
Extasiando-me com o seu amor e beleza
Por toda a eternidade.
 
Eduardo de Paula Barreto
12/10/2011