AH AMOR!
Ah amor, doce veneno!
Navalha que corta,
Tamanho grande ou pequeno,
Deixa gente viva, deixa gente morta.
Ah amor, escravocrata!
Senhor dominante, cruel,
Pune com dolorosas chibatadas,
Na mesma boca ora mel, ora fel.
Ah amor, cavalo alado!
Que atravessa infinitas dimensões,
Com um bater suave das asas segue calado,
Sendo limitado apenas pelos limites das ilusões.
Ah amor, sofrimento buscado!
Dor que inspira o artista,
Combustível de textos inspirados,
Ah amor, criador de masoquistas!
Eduardo de Paula Barreto