ÁGUA INIMIGA
Tarde ensolarada
Coberta por repentina escuridão,
Pessoas assustadas
Saem em disparada,
Chegaram as chuvas de verão.
Os rios crescem,
Se espalham sobre a plantação,
As plantas apodrecem,
As pessoas adoecem
Depois de cada inundação.
Mas como que por milagre,
As águas se vão
Deixando ruas para que se lave,
Covas para que se cave
Para abrigar os corpos largados no chão.
A função da água é dar vida
E a do homem é a preservação,
Mas quando a humana missão não é cumprida
A água se torna inimiga
E mostra o seu poder de destruição.
Eduardo de Paula Barreto