ÁGUA DE COCO
A aranha constrói com dedicação
A sua invejável teia
E como retribuição
No momento da inauguração
Suas presas lhe servem de ceia.
O coqueiro oferece água doce
Em terra cercada por água impotável,
Mas exige que o náufrago se esforce
E como se macaco fosse,
Colha o coco e quebre a casca quase inquebrável.
Temos que fazer algum sacrifício
Se pretendemos obter conquistas,
E a conquista não é o maior benefício,
Pois está no bem-estar advindo dos exercícios
O verdadeiro prêmio para o maratonista.
Não importa até onde vá
Em sua corrida pessoal,
O importante é se certificar
De que conseguiu explorar
Ao máximo todo o seu potencial.
Eduardo de Paula Barreto