A FOTOGRAFIA MOLHADA  
 
Quando me sinto pouco inspirado
Com dificuldade para escrever poesias
Que tenham o amor como tema abordado
Me recolho ao meu quarto
E lá fico olhando suas fotografias.
 
Então a inspiração me procura
Como algo que cai lá do céu
E os cabelos que emolduram
A beleza da sua figura
Por mim são chamados de véu.
 
Do céu também emana
A luz que faz a fotografia brilhar
E com a sensibilidade de quem ama
Fito os seus olhos que como chamas
Imitando o Sol passam a me iluminar.
 
Ansioso aguardo a sua chegada
Para o encontro que tanto esperei
E ao chegar você vê na cama jogada
A sua fotografia toda molhada
De tantos beijos que nela dei.
 
Me abraçando de forma extrema
Diz: Pare de escrever poeta meu
Mais tarde lerei o novo poema
Mas agora quero que apenas
Ponha em prática tudo o que não escreveu.
 
Eduardo de Paula Barreto
22/09/2009